Muito já se produziu sobre filmes de época holywoodianos. Toda aquela coisa de Idade Média, Renascença Iluminismo, Revolução Francesa....grandes atores já passaram por, pelo menos, um filme que retratasse tempos de outrora. Mas, nunca se falou e se especulou tanto quanto a famosa história do soberano inglês Henrique VIII e sua curiosa e polêmica amante, Ana Bolena. A última produção que retrata (ou ao menos tenta retratar) esta relação histórica, A Outra (The Other Boleyn Girl, 2008), estreou nos cinemas no dia 13 de junho deste ano, é dirigida por Justin Chadwick e tem um elenco encabeçado por Natalie Portman, Scarlett Johansson e o insosso Eric Bana.
Um detalhe que muitos não se deram conta na verdadeira história, pelo simples fato de ter sido tão pouco divulgado, é que, durante o século XVI, entre o relacionamento do rei e a cortesã estava presente a irmã mais nova desta, Maria Bolena. E mais. Maria, segundo os livros históricos, passou pela cama de Henrique muito antes de Ana, a qual ganhou fama por te sido responsável pela separação entre a Inglaterra e o catolicismo e, em decorrência, pela criação da Igreja Anglicana. E é nesse terreno que ainda não havia sido explorado que a trama se desenrola. Até aí, tudo bem.
Entretanto, as duas irmãs, Natalie no papel de Ana e Scarlett no de Maria, lutam entre si pelo “amor” do rei, interpretado por Bana. Mais uma vez a indústria cinematográfica americana procura adocicar tudo, misturando a todo jogo de ambição e interesses o sentimento maior do mundo: o amor. Complicou. Na vida real, a relação entre os três não passou de uma substituição de uma amante oficial por outra. Frustrado pelo fato de sua esposa, a rainha Catarina de Aragão, não poder gerar um herdeiro homem, Henrique VIII viu a esperança de legar um novo rei em uma amante. Ana, que havia feito parte da corte francesa da rainha Claudia de Valois, ao regressar tempos depois a Inglaterra, tomou o lugar da irmã, que ao que tudo indica, deixou a corte inglesa grávida de Henrique VIII, que a essa altura já estava perdido de amores por Ana, e foi morar no interior. Ana, por sua vez, após ter conquistado o rei, o título de rainha e de ter dado à luz aquela que viria a se tornar a rainha Elizabeth I, caiu em desgraça, foi acusada e condenada à morte por adultério, incesto e feitiçaria. Um desfecho nada poético.
Este tema já foi explorado em outras produções, mas nunca antes haviam incluído a participação de Maria Bolena. O diretor Justin Chadwick é quase um novato. Dentre os seus trabalhos anteriores encontramos uma ponta como ator no complexo filme do diretor Mike Figgis, A Perda da Inocência, de 1999, e uma série para televisão em que também dirigiu, Bleak House, em 2005. Mas, na mesma proporção em que A Outra enfeita uma dramática passagem da história inglesa, também pode-se dizer que entretém (obviamente para aqueles que curtem uma novela repleta de choro-rô). Apesar da banalização da história, o filme é bem costurado e a interpretação dos atores principais não fica a desejar, especialmente a das atrizes. É uma boa pedida para quem não se importa com adaptações fiéis à realidade.
Um detalhe que muitos não se deram conta na verdadeira história, pelo simples fato de ter sido tão pouco divulgado, é que, durante o século XVI, entre o relacionamento do rei e a cortesã estava presente a irmã mais nova desta, Maria Bolena. E mais. Maria, segundo os livros históricos, passou pela cama de Henrique muito antes de Ana, a qual ganhou fama por te sido responsável pela separação entre a Inglaterra e o catolicismo e, em decorrência, pela criação da Igreja Anglicana. E é nesse terreno que ainda não havia sido explorado que a trama se desenrola. Até aí, tudo bem.
Entretanto, as duas irmãs, Natalie no papel de Ana e Scarlett no de Maria, lutam entre si pelo “amor” do rei, interpretado por Bana. Mais uma vez a indústria cinematográfica americana procura adocicar tudo, misturando a todo jogo de ambição e interesses o sentimento maior do mundo: o amor. Complicou. Na vida real, a relação entre os três não passou de uma substituição de uma amante oficial por outra. Frustrado pelo fato de sua esposa, a rainha Catarina de Aragão, não poder gerar um herdeiro homem, Henrique VIII viu a esperança de legar um novo rei em uma amante. Ana, que havia feito parte da corte francesa da rainha Claudia de Valois, ao regressar tempos depois a Inglaterra, tomou o lugar da irmã, que ao que tudo indica, deixou a corte inglesa grávida de Henrique VIII, que a essa altura já estava perdido de amores por Ana, e foi morar no interior. Ana, por sua vez, após ter conquistado o rei, o título de rainha e de ter dado à luz aquela que viria a se tornar a rainha Elizabeth I, caiu em desgraça, foi acusada e condenada à morte por adultério, incesto e feitiçaria. Um desfecho nada poético.
Este tema já foi explorado em outras produções, mas nunca antes haviam incluído a participação de Maria Bolena. O diretor Justin Chadwick é quase um novato. Dentre os seus trabalhos anteriores encontramos uma ponta como ator no complexo filme do diretor Mike Figgis, A Perda da Inocência, de 1999, e uma série para televisão em que também dirigiu, Bleak House, em 2005. Mas, na mesma proporção em que A Outra enfeita uma dramática passagem da história inglesa, também pode-se dizer que entretém (obviamente para aqueles que curtem uma novela repleta de choro-rô). Apesar da banalização da história, o filme é bem costurado e a interpretação dos atores principais não fica a desejar, especialmente a das atrizes. É uma boa pedida para quem não se importa com adaptações fiéis à realidade.
Foto: Scarlett Johansson (Maria Bolena) e Natalie Portman (Ana Bolena) : rixa em família

Um comentário:
Olá Venice, R. já assistiu a série The Tudors de Michael Hirst?
É uma boa série, "fechando-se os olhos" para a banal contextualização e algumas controvérsias históricas. É claro.
Mas o fato é que trata também da relação do rei Henry VIII com as Bolenas, com uma versão um pouco diferente da que foi apresentado em A Outra até.
Gostei de como escreve no blog.
E do que escreve, principalmente.
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