Morreu neste último domingo (01/06), aos 71 anos, um dos últimos grandes ícones da moda mundial, o senhor Yves Saint Laurent. Ele havia sido diagnosticado com um tumor cerebral ainda no ano passado. Ao revolucionar o estilo das mulheres do mundo inteiro no século XX, suas criações ganharam o status de arte. Junto com Christian Dior e Coco Chanel, ele fez parte da elite de estilistas que fez de Paris a capital mundial da moda. Da princesa Grace, de Mônaco, a atriz Catherine Deneuve, as criações de Saint Laurent vestiram diversas mulheres famosas, mas ele também foi o primeiro estilista a tornar as marcas de luxo mais acessíveis ao grande público.
Ele adquiriu fama aos 21 anos de idade e construiu um império de roupas, perfumes e acessórios. Começou sua carreira trabalhando para Christian Dior, de quem virou assistente-chefe. Com a morte de Dior, em 1957, ele se tornou o estilista-chefe da marca e rapidamente ofuscou seu mentor. Yves Saint Laurent, que se aposentou em 2002, é considerado o responsável por uma mudança eterna nas vestimentas femininas, introduzindo as calças compridas para o dia e o smoking como opção mais elegante. Ele também popularizou as jaquetas de safári e as botas de cano alto. Suas blusas transparentes tornaram a semi-nudez aceitável na alta sociedade. Além disso, simplificou os trajes de gala e fez de seus ternos de ombro quadrado um clássico.
Mas, como nem tudo pode ser perfeito, o grande estilista sofria de depressão profunda e passou por tratamento contra o alcoolismo. Ele também tornou-se ainda mais recluso no final de sua vida. Seu companheiro de longa data, Pierre Berge, falou à rádio France Info que enquanto Chanel havia dado liberdade às mulheres, Yves Saint Laurent foi o responsável por dar-lhes poder. Uma missa em memória dele será realizada na sexta-feira na igreja Saint Roch em Paris, templo tradicional de artistas e músicos. Para mim, deixo aqui um lamento pela sua perda, mas também um agradecimento por termos tido um inquestionável gênio na construção de belíssimas peças de vestuário que incrementaram, ainda mais, tanto o universo masculino quanto o feminino.
Ele adquiriu fama aos 21 anos de idade e construiu um império de roupas, perfumes e acessórios. Começou sua carreira trabalhando para Christian Dior, de quem virou assistente-chefe. Com a morte de Dior, em 1957, ele se tornou o estilista-chefe da marca e rapidamente ofuscou seu mentor. Yves Saint Laurent, que se aposentou em 2002, é considerado o responsável por uma mudança eterna nas vestimentas femininas, introduzindo as calças compridas para o dia e o smoking como opção mais elegante. Ele também popularizou as jaquetas de safári e as botas de cano alto. Suas blusas transparentes tornaram a semi-nudez aceitável na alta sociedade. Além disso, simplificou os trajes de gala e fez de seus ternos de ombro quadrado um clássico.
Mas, como nem tudo pode ser perfeito, o grande estilista sofria de depressão profunda e passou por tratamento contra o alcoolismo. Ele também tornou-se ainda mais recluso no final de sua vida. Seu companheiro de longa data, Pierre Berge, falou à rádio France Info que enquanto Chanel havia dado liberdade às mulheres, Yves Saint Laurent foi o responsável por dar-lhes poder. Uma missa em memória dele será realizada na sexta-feira na igreja Saint Roch em Paris, templo tradicional de artistas e músicos. Para mim, deixo aqui um lamento pela sua perda, mas também um agradecimento por termos tido um inquestionável gênio na construção de belíssimas peças de vestuário que incrementaram, ainda mais, tanto o universo masculino quanto o feminino.
Foto: Yves Saint Laurent (1936-2008)

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