terça-feira, 27 de maio de 2008

A injustiça que existe dentro de cada um de nós

Hoje eu não vou falar sobre cultura. Vou tocar em um assunto que é mal percebido por muitos. Eu, pelo menos, nunca vi nenhum pesquisador, sociólogo, psicólogo ou o que seja discutir sobre tal questão. Mas, é comprovado que o homem é um ser racional e injusto. Não me refiro ao lado da injustiça humana que todo mundo conhece. O lado que revela injustiças nas bandidagens da política, na falta de cuidados com a saúde pública ou eu um assassinato cometido friamente por um marginal contra um pobre pai ou mãe de família. Não vou falar sobre isso.
Eu quero me referir àquele tipo de injustiça que impera nas relações sociais entre indivíduos. Digo, para alguns o que escrevo é besteira. Mas, para mim é fato que um mundo seria muito melhor se não existissem intrigas, mentiras e as famosas fofocas que destroem boas amizades. É um mal do ser humano. Todo mundo já fez ou faz. A diferença é que são muito poucos os que se dão conta da tamanha pobreza de espírito que existe em alguém que acha normal falar mal de pessoas que, sem surpresas, podem até carregar um bem querer por tal criatura. Aí eu fico me perguntando. Qual o propósito de alguém que pode ferir sentimentos, manchar reputações ou acabar com amizades de anos? Alguns podem arriscar dizer que é coisa de inveja ou que quem faz isso não tem uma vida própria para se preocupar. Daí o tempo livre para soltar veneno. Entretanto, eu afirmo ser maldade. Um tipo discreto, mas maldade.
Acredito que errar, todo mundo erra. Que atire a primeira pedra nesta que vos escreve quem nunca errou ou magoou querendo ou sem querer um bom amigo. Mas, será este um bom motivo para se condenar alguém através de palavras torpes? Todo mundo merece uma segunda chance, a meu ver. Existem aqueles que quando erram levam a sério o mote que diz “É errando que se aprende” e passam a descobrir que uma vida pensada para ser vivida com cautela e bom senso é o verdadeiro caminho da felicidade e do equilíbrio. Outros, só levando muitas pancadas na cabeça para se endireitarem e, ainda assim, nem sempre se tornam boas pessoas. Mas, nem por isso merecem ser rechaçados pelos outros. O que quero dizer com tudo isto é fácil: as pessoas vivem para se condenarem, umas às outras. Quem erra nos dias de hoje é considerado fraco ou, por que não, mau. E, convenhamos, é facílimo apontar com o dedo sujo para quem fez errado. Não deveria ser assim. Um mundo melhor é feito, além de tudo o que conhecemos como estrutura, educação, boa distribuição de renda e etc, das boas relações amistosas que possuímos com nossos iguais. O respeito é a chave dos problemas. Sabemos que para um criminoso que erra existe punição ou, pelo menos, deveria existir justa punição. Mas, o que dizer daqueles que erram besteiras no dia-a-dia? Será que um bom castigo seria espalhar raiva ou calúnias ou seria melhor tentar entender porque o colega não fez certo e conversar? Antes de sacrificar alguém por conta de erros do passado ou do presente é bom pensar que amanhã eu posso ser condenada também pelos meus próprios deslizes. Antes de sair por aí falando mal de alguém é importante que eu saiba que, no dia seguinte, podem estar falando mal de mim mesma. Muito simples.
Depois muitos não sabem por que não fazem amigos ou porque não são bem quistos pelos mais próximos. O que ganham espalhando que fulana está gorda demais ou que sicrana cometeu tolices quando namorava o ex? Para que saber disso? Qual a importância que existe para a sociedade ou para os outros? Nenhuma. Cada um que cuide da sua vida, cada um que lute para fazer o bem e pronto, caso encerrado. Se erramos ou acertamos isso é problema nosso e a vida se encarrega de nos gratificar ou de nos dar o troco. Ao invés de proliferamos a discórdia, deveríamos dar mais atenção aos próximos, especialmente aos que se conhece. Apoio e compreensão são peças fundamentais para se viver em um planeta tão vasto e populoso como o nosso. Afinal, não estamos sós, mas em conjunto e a união é o que faz a força de fato. E que cada um tenha o direito de errar e de encontrar a trilha correta por onde seguir.

Um comentário:

rodrigo edipo disse...

blog legal garota. difícil encontrar blog bom que se proponha a mostrar conteúdo em forma de texto. parabéns.